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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lendas Portuguesas (Padeira de Aljubarrota)





Brites de Almeida, conhecida por a Padeira de Aljubarrota, foi uma figura lendária portuguesa, uma heroína cujo o nome está associado à vitória dos portugueses, contra as forças castelhanas, na batalha de Aljubarrota (1385). Com a sua pá de padeira, teria morto sete castelhanos que encontrara escondidos num forno.

Brites de Almeida teria nascido em Faro, em 1350, de pais pobres e de condição humilde, donos de uma pequena taberna. A lenda conta que desde pequena, Brites se revelou uma mulher muito corpulenta, ossuda e feia, de nariz adunco, boca muito rasgada e cabelos crespos. Estaria então talhada para ser uma mulher destemida e valente.

Quando se deu a batalha entre portugueses e castelhanos, derrotados sete deles fugiram do campo da batalha para se albergarem nas redondezas. Encontraram abrigo na casa de Brites, que estava vazia porque Brites teria saído para ajudar nas escaramuças que ocorriam.

Quando Brites voltou, tendo encontrado a porta fechada, logo desconfiou da presença de inimigos e entrou alvoroçada à procura de castelhanos. Teria encontrado os sete homens dentro do seu forno, escondidos. Intimando-os a sair e a renderem-se, e vendo que eles não respondiam pois fingiam dormir ou não entender, bateu-lhes com a sua pá, matando-os. Diz-se também que, depois do sucedido, Brites teria reunido um grupo de mulheres e constituído uma espécie de milícia que perseguia os inimigos, matando-os sem dó nem piedade.


Lendas Portuguesas (Boca do Inferno)

Há muito, muito tempo atrás, numa zona que é hoje conhecida como boca do Inferno, existia um castelo onde habitava um homem de aspecto rude e feroz, que segundo dizem se dedicava à feitiçaria. Certo dia esse homem decidiu casar-se com a mulher mais bela das redondezas, para isso consultou a sua lâmina de cristal de rocha para saber em que casa deveria procura-la.

Logo após descobrir onde se encontrava, enviou os seus Cavaleiros com ordens para a trazerem a sua presença.

Quando os seus cavaleiros voltaram ficou estupefacto. Pois a jovem era ainda mais bela do que imaginara. Ficando, tão ciumento, mas tão ciumento que decidiu escondê-la para preservar o seu amor.

Fechou a sua jovem mulher numa torre alta e solitária e escolheu para guardião o seu cavaleiro mais dedicado e fiel. A jovem no alto da torre sentia-se tão só quanto o seu guardião. Eles tinham por única companhia o mar e as suas marés. Mas certo dia, a curiosidade do cavaleiro falou mais alto. Quem seria aquela mulher encerrada na torre há já tanto tempo? Como seria? Pegou na chave e decidiu subir. Junto à porta o cavaleiro parou para recuperar o fôlego e coragem. Quando abriu a porta ficou espantado com tamanha beleza, a sua prisioneira era a mulher mais bela que tinha visto até então.

A partir daquele dia partilharam os seus momentos de solidão, nascendo, assim, um grande amor entre os dois. Decidiram fugir juntos, esquecendo-se que através da sua magia, o feiticeiro sabia de tudo. Montaram no cavalo branco do cavaleiro e cavalgaram pelos rochedos junto ao mar.

Enquanto isso, no castelo, cheio de raiva e ciúmes, o feiticeiro criou uma tempestade assustadora que fez com que os rochedos, por onde os dois amantes caminhavam, se abrissem como se fossem uma grande boca infernal. O cavalo, o cavaleiro e sua amada foram engolidos pelas águas, tendo desaparecido para sempre.

O buraco até hoje nunca mais se fechou e o povo começou a chamar-lhe Boca do Inferno.